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sexta-feira, 4 de março de 2016

Resenha: A Sereia - Kiera Cass



Título Original: The Siren
Editora: Seguinte
Número de páginas: 328
Nota: 4.5
Sinopse: Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, precisa usar sua voz para atrair as pessoas para se afogarem no mar. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que ela conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo o que Kahlen sempre sonhou. Apesar de não poderem conversar — pois a voz da sereia é fatal —, logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir, Kahlen será obrigada a abandonar Akinli para sempre. Mas pela primeira vez em muitos anos de obediência, ela está determinada a seguir seu coração.


"Tinha a sensação de que a minha própria alma se desfazia cada vez que precisávamos cantar. Já tinham se passado oitenta longos anos. Havia mais vinte pela frente. E cada dia trazia a impressão que o fim não chegaria nunca."
- p. 55


Que todos estávamos ansiosos para esse livro, não é surpresa para ninguém. O que me surpreendeu particularmente foi a enxurrada de críticas e resenhas negativas sobre ele. Não posso falar por ninguém além de mim, óbvio, mas tive a impressão que o pessoal estava esperando alguma coisa próxima de A Seleção e foi pego de surpresa por uma coisa totalmente diferente. Querem saber? Eu amei esse livro! E não foi pouco, minha gente!
A Sereia vai contar a história de Kahlen e suas irmãs sereias que servem a Água, tratada como uma entidade consciente aqui. De ano em ano, a Água precisa se alimentar, e o trabalho das sereias é justamente trazer comida à Água, virando embarcações com seu canto, e coisas do tipo. Pois é, Ela se alimenta de vidas humanas.
Nossas sereias foram mocinhas salvas de desastres e naufrágios dos quais a Água se alimentou, e servem a Ela por cem anos, depois disso, outras sereias vem e assim o ciclo segue. Kahlen já cumpriu oitenta anos, e depois que Aisling, a mais velha das sereias, cumpre seu tempo, Kahlen meio que assume a liderança das irmãs por ser a mais velha.
Acontece que Kahlen está cada dia mais infeliz.
Ela não quer mais matar, não quer ser responsável pela perda de tantas vidas. Suas irmãs Elizabeth e Miaka também se sentem mal com isso, mas Kahlen sofre de um jeito que te passa a dor dela. Só que por outro lado, ela ama a Água como uma mãe, e é dessa forma mesmo que a Água trata as meninas, como filhas, protegidas e amadas.
As sereias podem levar uma vida normal, desde que não falem, já que é a voz delas que fazem as pessoas se jogarem no mar ou no local com água mais próximo. E é tentando levar essa vida normal que Kahlen conhece Akinli e pela primeira em oitenta anos, amor tem um sentido totalmente novo.


"Era atemporal e temporário, válido e inconsequente. E pude fazer parte disso. Queria viver daquele jeito o tempo todo!"

- p. 81


Acho que a maioria sabe disso, mas A Sereia foi o primeiro livro escrito pela Kiera e publicado de forma independente em 2009, sendo relançado esse ano, agora pela mesma editora que publica A Seleção, tanto nos EUA quanto aqui,
Quem conhece a escrita da Kiera vai notar os traços dela por toda a história, coisas que você sabe que ela escreveria, entretanto, A Sereia é diferente de tudo que eu já li.
É um livro sobre amor? Completamente. Mas não venha esperando casalzinho e coisas impedindo os dois basicamente. Sim, isso está no livro, mas de toda forma, é uma coisa muito maior. A relação de Kahlen com a Água e suas irmãs sereias, repleta de amor, risadas e proteção. A amizade e então o amor entre ela e Akinli, com toda magia de sereias e o primeiro amor de uma jovem de 19 anos que sonha em se casar. Suas crises de consciência, os infinitos "e se..." e a depressão de Kahlen, que deixa o coração apertado. Tudo isso junto de uma mitologia sobre sereias diferente das que já foram contadas. Então sim, é um livro sobre amor, nas suas formas variadas e quão poderoso esse sentimento pode ser. Sobre se encontrar sendo quem você é e o que pode ser.
Talvez tenha sido meu coraçãozinho tirando uma mensagem muito maior do que realmente existe? Quem sabe. Leitura é uma coisa tão pessoal, vocês não acham?
Posso até estar sendo suspeita como fã da Kiera que sou, mas A Sereia me tocou muito, com frases lindíssimas, uma capa de arrasar - tá de parabéns, viu? que edição maravilhosa! - e a ideia de que tudo no mundo gira em torno do amor.
Espero que vocês leiam esse livro com um olhar diferenciado, sem esperar nada dele além de sereias super divertidas, um menino fofo e muito mistério em volta. Sério, vão sem medo, sem ideias ruins e com o coração aberto.
Vocês não vão se arrepender!

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Resenha: Destinado: As Memórias Secretas do Sr. Clarke - Carina Rissi



Título: Destinado: As memórias secretas do Sr. Clarke
Editora: Verus
Número de páginas: 462
Gênero: Romance
Nota: 5,0
SinopseIan Clarke é um homem de sorte e sabe muito bem disso. Ele encontrou a felicidade que tanto almejava ao lado de sua amada (e complicada) Sofia. Não que tenha sido fácil — mas o que é simples quando o assunto é sua esposa? O destino tem sido gentil, e por essa razão Ian se esforça tanto para ser um bom marido, um bom pai, um bom irmão. 
Entretanto sua felicidade começa a ruir no baile de aniversário de sua irmã, Elisa. Ian assiste, impotente, enquanto sua vida perfeita se transforma em uma terrível catástrofe. A noite é desastrosa, e Elisa, a menina que ele jurou proteger, se torna alvo de um escândalo.
Mas o pior ainda está por vir. Um assunto do passado, um pesadelo que há muito o persegue, retorna para assombrá-lo. Aterrorizado com a possibilidade de perder Sofia outra vez, Ian segue seu coração na tentativa de proteger a mulher que ama, sem se importar com as consequências. Ele só não suspeitava de que o preço a pagar seria tão alto...
Em Destinado: as memórias secretas do sr. Clarke, os leitores vão conhecer um novo capítulo da arrebatadora história de amor de Ian e Sofia — desta vez pela perspectiva desse cavalheiro que conquista corações por onde passa.



Sinceramente? Não lembro a última vez que li quase 500 páginas de uma vez só.
As expectativas para esse livro estavam nas alturas, principalmente depois do bate papo com a Carina aqui em Salvador (tem até fotinha aqui), eu quase fui para a porta da livraria esperar Destinado chegar - literalmente.
Pelo ponto de vista do nosso lindo, maravilhoso e amado Ian Clarke, Destinado começa no dia do baile de 17 anos de Elisa, o qual foi a fonte de toda treta. Aliás, acredito que treta seja a palavra de ordem desse livro. Sério, não dá para piscar, não dá nem para recuperar o fôlego, mas falarei mais disso lá na frente. Quando um acontecimento que pode arruinar a família Clarke ocorre no baile, Ian, sempre esquentado, toma atitudes muito radicais, digamos assim. E é aí que começa toda confusão.


Vou tentar dar o mínimo de spoillers possíveis, já que muita gente - praticamente a maioria - ainda não leu. Acho que está óbvio que Ian e o mundo moderno vão se encontrar, né? Ian e Sofia partem em uma missão de resgate no século XXI, com a ajuda de Nina e Rafa. E é justo com o Rafa que o Ian desenvolve uma amizade maravilhosa! De longe se tornou um dos meus bromances favoritos, aliás, teria como não ser?


"E eu... não sei como te agradecer. Vou te dever para sempre, Ian. Você tem em mim um irmão agora. Mexeu com você, mexeu comigo."
- Rafa, p. 331


Uma coisa muito muito muito legal nesse livro é a forma como fica alternando entre flashbacks de cenas antes e durante Perdida e Encontrada e o que está acontecendo no momento. Confesso que as cenas do Ian criança me derreteram toda e ver o tamanho do amor dele por Sofia... Foi impossível não chorar.

Falando na Senhora Clarke, é sempre um prazer ter Sofia por perto! Vou ter que confessar que só fazia chorar lendo as cenas mais lindas e fofas desses dois. E Marina, ah Marina. Essa mocinha linda de dez meses tem a mamãe, o papai e todos ao redor na mão. Claro que o chamego dela é com o pai mais babão do mundo. Se preparem para babar muito com as cenas da pequena Nina e seus pais.




Carina conseguiu construir um livro repleto de plots inimagináveis, com surpresa atrás de surpresa e como eu disse: muitas tretas. Cada vez que parecia que um problema estava resolvido, mais dois apareciam. Foi angustiante ler algumas cenas, mas extasiante em outras. A verdade é que nunca vamos ter o suficiente de Sofian (principalmente quando um certo casal vai ao show de uma certa banda que canta uma certa música tema dos dois... ops) e, não importa a situação, é sempre um deleite para nós, meros mortais leitores e nossos coraçõezinhos.


Valeu a pena toda espera por Destinado. Valeu mais ainda lê-lo em menos de um dia. Valeu ver o ponto de vista do Ian, seu amor pela família, novos amigos e situações insanas. Garanto a vocês que não tinha nem como dar menos de cinco estrelas e muuuuuuuuito amor a esse livro.
Espero que vocês tenham curtido a resenha e até a próxima. xx



sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Resenha: Sr. Daniels - Brittainy C. Cherry

Sr. Daniels - Brittainy C. Cherry



Título original: Loving Mr. Daniels
Editora: Record
Número de páginas: 322
Gênero: YA, drama, romance
Nota: 5 ☆☆☆☆☆
Sinopse: Depois de perder a irmã gêmea para a leucemia, Ashlyn Jennings vê sua vida mudar completamente. Além de ter de aprender a conviver sem parte de si mesma, ela precisa se adaptar a uma nova rotina. Enviada pela mãe para a casa do pai, com quem mal conviveu até então, ela viaja de trem para Edgewood, Wisconsin, carregando poucos pertences, muitas lembranças e uma caixa misteriosa deixada pela irmã.
Na estação de trem Ashlyn conhece o músico Daniel, um rapaz lindo e gentil, e a atração é imediata. Os dois compartilham não só o amor pela música e por William Shakespeare mas também a dor provocada por perdas irreparáveis. Ao sentir-se esperançosa quanto a sua nova vida, Ashlyn começa o ano letivo na escola onde o pai é diretor. E não consegue acreditar quando descobre, no primeiro dia de aula, que Daniel, o belo músico de olhos azuis com quem já está completamente envolvida, é o Sr. Daniels, seu professor de inglês.
Desorientados, eles precisam manter seu amor em segredo, e são forçados a se ver como dois desconhecidos na escola. E, como se isso já não fosse difícil o bastante, eles ainda precisam tentar de todas as formas superar os antigos problemas e sobreviver a novos e inesperados conflitos.



"Quando estiver em dúvida sobre o que dizer, sempre opte por Shakespeare. Ele sempre tinha uma ou duas coisas boas para dizer."
- Capítulo 5

Ashlyn chorava. Ok, era de se esperar que uma garota que viu sua irmã gêmea morrer e ser friamente dispensada pela mãe chorasse. Mas Ashlyn chora o tempo inteiro. Ela chora por sua irmã, pelo rumo que sua vida está levando, por sua mãe, seu pai e até por Bentley, que sofre tanto quanto ela.
É assim que começa Sr. Daniels. Sob um clima pesado, entre muita dor e lágrimas concentradas em Ashlyn Jennings. Quando Gabby, sua irmã, morre devido a leucemia, Ashlyn se vê com uma caixa em mão deixada pela irmã e mudando sua vida para Edgewood, Winsconsin, indo viver com seu pai - que aliás foi ausente a vida inteira - e a nova família dele.
Quem diria que vagões de trem seriam os melhores lugares para achar o amor? Nesse caso foi. Quando Daniel vê Ashlyn sentada, ele simplesmente sabe. Ele sabe que ela carrega tanta dor quanto ele e que está tudo bem não estar bem. Daniel Danniels viu sua mãe ser assassinada em sua frente por traficantes com os quais o irmão mais novo estava envolvido. Anos depois, seu pai também falece, deixando Daniel sozinho. Temos aqui dois personagens com muita bagagem emocional, muita mesmo.
Entre mais lágrimas e confissões, Daniel realmente sente uma conexão com Ashlyn, assim como ela em relação a ele. E quem não se apaixonaria por um músico com uma banda inspirada em Shakespeare e amante de literatura? Isso mesmo, Ashlyn. E basta uma noite para os dois saberem que vai ser inevitável controlar isso.
A história deles se complica quando no primeiro dia de aula, Ashlyn tem aula de Inglês Avançado, com Mr. Daniels, o professor mais jovem e legal da escola, que ah: é o Daniel dela.
A princípio pode parecer mais uma história aluna x professor, mas o desenvolvimento dos personagens e do enredo, tornam esse livro único, com uma mensagem forte e linda sobre a vida, escolhas e ir um dia de cada vez.

"Ás vezes, quando você ente falta de uma pessoa, só consegue se concentrar na sua tristeza pela falta dela. Outras vezes, é melhor se concentrar nas lembranças que lhe trazem alegria."
- Capítulo 35


Antes de voltar o foco para o relacionamento de Ashlyn e Daniel, eu realmente preciso falar sobre os personagens secundários que são fantásticos. Ryan e Hailey são peças fundamentais na história e particularmente amei Ryan de um jeito que há muito tempo não amava um personagem secundário. 
Ao meu ver, cada tropeço e embate que Daniel e Ashlyn enfrentavam, deixou ambos mais firmes, mais resistentes a eles e a si mesmos. Claro que os dois cometeram erros e foram burros as vezes, mas isso faz parte do desenvolvimento, certo? É preciso que se enfrente os demônios pessoais para evoluir e a autora fez isso de um jeito maravilhoso. O que me leva de volta a caixa deixada pela Ashlyn; dentro dela, havia várias cartas para cada item de "coisas a fazer" que Ashlyn deveria cumprir, coisas como dançar num bar, se apaixonar, fazer novos amigos e por aí vai. Em cada carta, Gabby praticamente dialogava com a irmã, lhe dando conselhos ou fazendo comentários engraçados e era muito comovente de ver o quanto, apesar de tudo que Ashlyn pensava sobre a irmã, elas eram ligadas.

"Porque talvez lar não fosse um local específico. Talvez as pessoas com quem estamos é que nos façam sentir como se pudéssemos ser quem quiséssemos. Talvez o conceito de lar fosse sinônimo de amizade."
- Capítulo 15


Sr. Daniels é um livro que cai em sua vida numa hora específica. Independente do que esteja te acontecendo no momento, essa é uma daquelas leituras que te fazem rever tudo, mudar perspectivas e refletir sobre a importância da vida e de amar incondicionalmente. Não tive como não dar cinco estrelas, chorei a ponto de soluçar e parar um pouquinho a leitura para me acalmar, mas valeu MUITO a pena. A todo mundo que procura uma história bem escrita e com uma mensagem bonita, leiam e contemplem essa coisa linda.
Um beijo e até a próxima.

domingo, 28 de junho de 2015

Resenha: Para Todos os Garotos que Já Amei - Jenny Han

Para Todos os Garotos que Já Amei


Título original: To All The Boys I've Loved Before
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 320
Gênero: YA
Nota: 4,0
Sinopse: Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos.
Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.

"[...] Sempre gostei mais do primeiro dia de aula do que do último. Começos são sempre melhores que términos."
Lara Jean - Capítulo 15, p. 61

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Resenha: No Mundo da Luna - Carina Rissi

No Mundo da Luna 




Título: No mundo da Luna
Editora: Verus
Número de páginas: 476
Gênero: Romance, ChickLit
Nota: 5.0
Sinopse: A vida de Luna está uma bagunça! O namorado a traiu com a vizinha, seu carro passa mais tempo na oficina do que com ela e seu chefe vive trocando seu nome.
Recém-formada em jornalismo, ela trabalha como recepcionista na renomada Fatos&Furos. Mas, em tempos de internet e notícias instantâneas, a revista enfrenta problemas e o quadro de jornalistas diminuiu drasticamente. É assim que a coluna do horóscopo semanal cai no colo dela. Embora não tenha a menor ideia de como fazer um mapa astral e não acredite em nenhum tipo de magia, Luna aceita o desafio sem pestanejar. Afinal, quão complicado pode ser criar um texto em que ninguém presta atenção?
Mas a garota nem desconfia dos perigos que a aguardam e, entre muitas confusões, surge uma indesejada, porém irresistível paixão que vai abalar o seu mundo. O romance perfeito — não fosse com o homem errado. Sem saída, Luna terá que lutar com todas as forças contra a magia mais poderosa de todas, que até então ela desconhecia: o amor.
Com seu estilo ágil e fluido, Carina Rissi criou em No mundo da Luna uma leitura viciante, permeada de humor, magia e paixão, que vai conquistar você do início ao fim.



Sabe quando você cria a maior expectativa em cima de um livro, conta os dias para o lançamento dele e quando enfim o tem em mãos é ainda melhor do que imaginou? No mundo da Luna foi um desses maravilhosos. E como se não fosse suficiente, ainda tive a honra de conhecer a Carina e ter meu bebê autografado! Foi com certeza um dos melhores dias da minha vida. Mas vamos falar um pouquinho dessa fofura.
Luna Braga não poderia estar numa fase pior, tudo que pode dar errado está dando, ainda que ela tente manter o bom humor. Até que seu chefe Dante Montini joga a responsabilidade de fazer o horóscopo nela, sem que ela saiba praticamente nada disso. Apesar de vir de uma família de ciganos, Luna não acredita em magia e não sabe nem como olhar ou fazer um mapa astral, e depois que sua vó a aconselha a não usar essa magia para ganhar dinheiro, mesmo que seja para salvar seu emprego, só lhe resta improvisar. Com um velho tarô e muita imaginação, Luna agora é a Cigana Clara e escreve a coluna de astrologia da revista.
Se fosse só esse seu problema, a vida seria muito mais fácil. A vida amorosa de Luna anda cada vez mais enrolada, entre superar seu ex, um verdadeiro babaca e ter seu coração surpreendido por uma nova paixão, o medo de estar fazendo o que não devia e mais algumas paranoias suas podem atrapalhar naquele que tem tudo para ser o grande amor da sua vida.


"- Olha pra mim, Luna.
Não pude. Eu temia olhar em seus olhos e eles brilharem da forma como sempre acontecia quando ficávamos assim tão perto, e com isso eu perdesse o raciocínio lógico e fizesse alguma besteira. Tipo dizer que estava apaixonada por ele."
- Capítulo 39, p.325


Aqui está meu maior desafio: falar desse livro sem desembestar a dar spoilers e estragar a leitura de vocês. Minha primeira impressão quando acabei No mundo da Luna foi que a Carina de alguma forma trouxe um quê de fanfic nesse enredo que me fez parar todos meus afazeres, textos da faculdade e tudo mais na minha vida para ler compulsivamente. Luna é mais uma das protagonistas clássicas da Carina: surtada, de bom humor, corajosa e super legal, e mesmo seguindo o estilo das outras, isso não tornou o livro nem um pouquinho repetitivo.
Adorei o assunto sobre cultura cigana, eu conhecia pouco sobre e foi bem legal aprender um pouquinho disso, como a cerimônia de casamento cigano e seus costumes. E bate aqui quem queria ter a família da Luna! Gente, a vó dela: melhor pessoa ever!
Eu queria muito MUITO falar sobre o boy, mas seria um baita spoiler, então vou manter isso para vocês descobrirem (mesmo que vocês já tenham lido esse spoiler, não cabe a mim estragar a surpresa). Tudo que vou dizer é que, pra mim, ele é está no meio do caminho entre Sir Ian Clarke e o delícia do Max hahaha. Aposto que vocês vão se apaixonar incondicionalmente e querer pegar no colo pra cuidar e encher de amor, assim como todos os caras maravilhosos que a Carina cria especialmente para nós.
Outra coisa que achei muito fofa foi a abordagem da astrologia; eu curto muito esse assunto, mesmo que não acredite totalmente em horóscopo, mas tô sempre lendo e juro a vocês: muita coisa bate. Me identifiquei muito com Sabrina nessa parte, viu? Quem nunca se empolgou quando aconteceu tudo que tava escrito lá na sua previsão? Os emails que a Cigana Clara recebiam eram realmente hilários de ler, impossível não dar muita risada.
Agora quero contar a vocês sobre a Turnê de No Mundo da Luna que sim, passou por Salvador!!!!!! Só consigo pensar na palavra incrível para descrever o que foi domingo passado, dia 12/04. Tivemos um bate papo super legal com a Carina antes da sessão, no qual ficamos sabendo várias novidades sobre seus próximos livros - quem sabe depois falo tudo a vocês... - e ela foi super atenciosa e carinhosa com os fãs. Nem preciso dizer o quanto eu estava tremendo na hora que fui falar com ela e foi muito bom poder conversar sobre o livro e mais coisas. Vou confessar a vocês que toda hora fico admirando meu autógrafo, ainda nem caiu a ficha haha.



Como lidar com essa fofura de autógrafo?


Eu saí péssima na foto, mas quem se importa? É a Carina!!

Então gente, é isso. Leiam No Mundo da Luna, aproveitem mais um livro maravilhoso da Carina Rissi e espero que tenham gostado da resenha.
Um beijo e até a próxima.

sábado, 11 de abril de 2015

Resenha: 4 Semanas de Prazer - Julianna Costa




Título: 4 Semanas de Prazer
Número de páginas: 494
Editora: Universo dos Livros
Gênero: Ficção
Seção: Romance/Erótico
Nota: 5.0

Sinopse: Dominique Thoen é uma advogada competente e ambiciosa, uma mulher independente que não guarda espaço na sua vida para relacionamentos de qualquer tipo. A raiva que nutre pelo seu colega de trabalho, Gregory Holt, se compara apenas ao desejo secreto que sente por ele. Uma sequência de desventuras, no entanto, leva Gregory a filmar Dominique em um momento íntimo e, no ímpeto de ensinar uma lição àquela mulher impiedosa, ele a chantageia.



Resenha da Manu:

Dominique nada se compara com as protagonistas que costumava ler em livros do gênero. Ela não é a mocinha de quem alguém rouba a virtude, ou uma garota que precisa ser salva, sequer alguém sem vida sexual. Dominique se parece mais com uma vilã, cheia de personalidade e que não aceita perder uma causa no tribunal. Ela é uma advogada ambiciosa, autônoma e que sabe e adora o que faz. Possui uma lista de odiadores, sabe deixar qualquer homem babando e irrita até o ser humano mais paciente da terra.

É com essa mulher furacão que Gregory Holt precisa lidar. Ao contrário de Dominique Thoen, Gregory é um bom rapaz, de boa índole, com caráter imaculado e admirado por todos no escritório em que trabalham. Dominique sequer o nota, fazendo de tudo para ignorá-lo... Mas ela esconde uma verdade perturbadora: Gregory é alvo constante de seus fetiches sexuais. Apesar de bom moço, o rapaz é um pedaço de mal caminho. Lindo, de tirar o fôlego de qualquer mulher e ainda por cima inteligente.  

E, em um dia como qualquer outro, Dominique é flagrada por Gregory (que era seu vizinho e ela sequer sabia disso) em um momento íntimo e ele ameaça divulgar o vídeo na internet a menos que a megera concorde com seu trato nada amigável: passar quatro semanas fazendo a mudança em sua nova casa, numa cidade muito distante dali.

A história se inicia. Holt tenta lidar com a fachada rude de Thoen e suportar suas manias por todo esse tempo. Dominique quase arranca os cabelos e apronta todas, mas não contava com os sentimentos que iriam lhe invadir dali em diante. A casca grossa da moça ameaça cair, por detrás alguém sensível e delicada aparece.

Gregory e Dominique me renderam muitas risadas, mas muitos suspiros também. Juliana Costa merece nota 10 por um romance tão peculiar, tão fantástico e inovador pro gênero erótico. Ela mistura conhecimento técnico-jurídico com os sentimentos das pessoas, a maneira como elas se apaixonam e que culmina com um bom e bem feito sexo. Além disso, a caricata e decidida personagem Dominique Thoen, sem frescuras ou papas na língua. Foi o que mais gostei nela.

Essa história me surpreendeu, pode surpreender você também. Se permita. 

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Resenha: Garoto Encontra Garoto - David Levithan

Garoto Encontra Garoto - David Levithan

 
 
Título Original: Boy Meets Boy
Editora: Galera Record
Número de páginas: 240
Gênero: YA, LGBT
Nota: 5.0
Sinopse: Nesta mais que uma comédia romântica, Paul estuda em uma escola nada convencional. Líderes de torcida andam de moto, a rainha do baile é uma quarterback drag-queen, e a aliança entre gays e héteros ajudou os garotos héteros a aprenderem a dançar. Paul conhece Noah, o cara dos seus sonhos, mas estraga tudo de forma espetacular. E agora precisa vencer alguns desafios antes de reconquistá-lo: ajudar seu melhor amigo a lidar com os pais ultrarreligiosos que desaprovam sua orientação sexual, lidar com o fato de a sua melhor amiga estar namorando o maior babaca da escola... E, enfim, acreditar no amor o bastante para recuperar Noah!


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Resenha: Mentirosos - E. Lockhart

Mentirosos - E. Lockhart



Título Original: We Were Liars
Editora: Seguinte
Número de páginas: 271
Gênero: YA, mistério, drama
Nota: 5.0
Sinopse: Cadence vem de uma família rica, chefiada por um patriarca que possui uma ilha particular no Cabo Cod, onde a família toda passa o verão. Cadence, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat (os quatro "Mentirosos") são inseparáveis desde os oito anos. Durante o verão de seus quinze anos, porém, Cadence sofre um misterioso acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos, tentando juntar as lembranças sobre o que aconteceu.



Essa ilha é nossa. Aqui, de certo modo, somos jovens para sempre.”
- Parte 3, Verão dos dezessete



Mentirosos foi minha primeira leitura do ano e eu estava muito ansiosa por esse livro apesar de só ter lido a sinopse. Eu que já era apaixonada pela escrita da Lockhart por causa do Histórico Infame de Frankie Landau-Banks meu bebê e posso dizer com todas as letras que não me decepcionei nem um pouco com Mentirosos.
A história conta sobre os verões dos Mentirosos, Cadence - a protagonista -, Johnny, Mirren e Gat, sobrinho do namorado de uma das tias de Cadence. Na ilha de Beechwood, os mentirosos são livres, são lindos e o mundo pertence a eles. Entre jantares na casa dos avós, passeios na praia e risos com os primos menores, a família Sinclair continua caindo aos pedaços. O molde de família perfeita, com suas filhas loiras e sorridentes - com casamentos arruinados -, um patriarca manipulador e preconceituoso, amores escondidos e corações partidos: bem-vindos a família Sinclair.
Tudo ia muito bem até aquele verão, o verão dos quinze. Depois de um misteriosos acidente, tudo que Cadence vive são dores de cabeça que a destroem a ponto de desmaiar e sangrar, sem a menor lembrança daquele verão. Dois anos de longe de Beechwood, Cadence retorna a ilha, no verão dos dezessete para tentar lembrar pelo menos alguma coisa do que aconteceu antes e depois do acidente do que apagou sua memória e quebrou alguma coisa dentro dela.
Que plot maravilhoso, é tudo que eu posso dizer. Eu não pude largar o livro até o final porque o mistério me consumiu totalmente. Mentirosos é uma dessas histórias onde você simplesmente não dorme até saber o final.
Lockhart criou um ar místico intricando contos de fada, mitologia e dramas reais em Cadence. Cada conto escrito por ela, cada lembrança e pensamento... Simplesmente soavam como poesia. Com personagens muito bem desenvolvidos e temas tão delicados, Mentirosos é uma leitura recomendada para todas as idades e para todos aqueles que apreciam um bom mistério repleto de cenas de tirar o fôlego.
Espero que tenham gostado e leiam essa coisa maravilhosa que é Mentirosos!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Resenha: Outlander (A Viajante do Tempo) vol.1 - Diana Gabaldon

Título original: Outlander
Editora: Sáida de Emergência (relançamento)
Páginas: 800
Gênero: Ficção, Fantasia, Romance Histórico
Nota: 5.0
Sinopse: Claire, a protagonista de A Viajante do Tempo é uma mulher de personalidade forte, lutando para se manter num mundo de homens violentos, que busca seu verdadeiro amor enquanto participa de importantes acontecimentos da história. Claire Beauchamp Randall foi separada de seu marido Frank Randall pouco depois da lua-de-mel, quando ele foi convocado para lutar na Segunda Guerra Mundial. Ao final do conflito, Claire e Frank se reencontram e retomam a vida que tinham em comum numa viagem a Escócia. Mas o reencontro não ocorre de forma esperada. Parece haver entre a esposa e o marido um distanciamento muito maior do que aquele causado pelos anos de guerra. Ao visitar uma antiga e mística formação de rochas, Claire finalmente vai conhecer seu destino.



Tudo começa quando Claire, a nossa protagonista, uma jovem de 27 anos e o seu marido Frank Randall se reencontram depois de uma longa jornada de serviço na Segunda Guerra Mundial. Ela, como enfermeira. Ele, como soldado. Os dois parecem distantes depois de tanto tempo e Frank resolve viajar em uma nova lua-de-mel na intenção de aproximar-se da esposa, reconectando-os. Frank Randall, antes de servir às forças militares da Inglaterra, era um historiador fascinado. Por esse motivo, ele leva Claire até a Escócia e decide pesquisar um pouco sobre a vida dos seus antepassados. Quando ambos chegam ao local estão ocorrendo festividades celtas e Claire, sempre curiosa, decide ir escondida a um ritual nas montanhas de Highlands. Seu marido Frank a acompanha e eles observam uma dança peculiar de várias mulheres vestidas como bruxas em torno de uma cadeia de pedras chamada Craig Na Dun. Eles esperam escondidos até o amanhecer, quando as mulheres vão embora e Claire inspeciona as pedras um pouco fascinada pela crença fiel daquelas pessoas. Quando Frank se afasta em busca do carro para voltarem ao hotel, Claire ergue as duas mãos e, ao encostar em uma das pedras, tem um súbito desmaio.

É aí que a história começa. A nossa protagonista acorda sobressaltada, gritando pelo marido e descendo pelo campo quando ouve sons de tiros. Soldados vermelhos correm com perucas brancas e espingardas ultrapassadas nas mãos e Claire pensa que está na cena de um filme quando avista um soldado idêntico ao seu marido, mas que obviamente não é ele. É “Black Jack” Randall, um antepassado do seu marido Frank Randall, que ataca Claire e tenta violenta-la. Ela é salva por Murtagh, um homem bruto e de sotaque forte. Murtagh a leva para o seu clã de escoceses e Claire ainda pensa que está vivendo um pesadelo e irá acordar a qualquer momento. Mas isso não acontece: Claire finalmente realiza que o que quer que signifique aquelas pedras de Craig Na Dun, elas a transportaram para 1743, uma época de guerras entre Ingleses e Clãs Escoceses. A época pré-revolução Jacobina.

Claire é, então, considerada inimiga pelos escoceses, mas a nossa protagonista sempre forte e determinada decide se aliar a eles para poder sobreviver e quem sabe voltar a Craig Na Dun e ao seu marido Frank. Então Claire conhece Jamie, do clã Mackenzie. Um escocês na essência da palavra, seus cabelos ruivos e sua estatura musculosa deixam Claire um pouco tonta. Além disso, o excesso de doçura com a qual ele a trata não deixa de abalá-la. Ela conta sobre Frank para Jamie, mas decide esconder que é uma Outlander (Viajante do Tempo) e omite alguns fatos: para Jamie, seu marido está morto. Os constantes conflitos e situações históricas obrigam Sassenach (significa Estrangeiro para os escoceses e é um termo pejorativo, mas Jamie chama Claire carinhosamente assim) a dizer não ao seu futuro/passado e viver intensamente o seu passado/presente.

E então se inicia a árdua jornada de Claire para voltar às suas raízes, ao mesmo tempo em que se apaixona pelo tempo e pelas pessoas ao seu redor. Claire começa a se sentir parte escocesa e é forçada a tomar decisões que mudarão sua vida para sempre.

É uma história fantástica, emocionante, corajosa e apaixonante. Eu nunca, jamais, irei superar Jamie Fraser. Ele é o meu ideal romântico de época. E posso afirmar com grande propriedade que Claire é uma das minhas protagonistas favoritas. Ela é tão forte, tão madura, tão incrível que você se sente parte dela. A autora consegue transportar o leitor para outra época, e são tantos sentimentos doces e amargos que experimentamos... Uma miríade de emoções e uma trama muito bem amarrada que não deixa passar nenhuma informação

"Eu posso suportar a dor. Mas não poderia suportar você com dor. Isso exigiria mais força do que eu tenho." – Jamie Mackenzie Fraser

O momento que você se apaixona de vez pelo Jamie:
"Você é sangue do meu sangue, e carne da minha carne. Eu lhe dou o meu corpo e nós dois deveremos ser um. Eu lhe dou o meu espírito, até que a nossa vida acabe."

Eu recomendo Outlander para qualquer pessoa que não tenha medo de mergulhar no tempo e nas milhares de páginas. Ao todo a série possui sete livros publicados e a autora, Diana, ainda pretende escrever mais. São livros enormes, mas que valem a pena cada sílaba.

O livro (a série de livros) é tão aplaudido pelo público leitor que virou uma série de televisão britânica/americana, atualmente em sua primeira temporada, criada por Ronald D. Moore da Emissora Starz. Eu assisti e confesso: nunca vi uma série tão fiel ao livro. O ator que faz o Jamie é perfeito, a Claire também. Exatamente como imaginei ao ler.


O que você está esperando para voltar no tempo?


domingo, 9 de novembro de 2014

Resenha Dupla: Perdida + Encontrada - Carina Rissi





Hello, peps! Em meio ao caos que está sendo esse segundo semestre, consegui tempinho pra resenhar esses livros perfeitos que, acreditem ou não, só vim ler agora! 

Título: Perdida - Um Amor Que Ultrapassa as Barreiras do Tempo
Autor: Carina Rissi
Editora: Verus
Número de páginas: 472 páginas
Gênero: Romance, Chick Lit, Fantasia
Avaliação: 4,5 estrelas
Sinopse: Sofia vive em uma metrópole, está habituada com a modernidade e as facilidades que isto lhe proporciona. Ela é independente e tem pavor a menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são os que os livros lhe proporcionam. Mas tudo isso muda depois que ela se vê em uma complicada condição.