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sexta-feira, 4 de março de 2016

Resenha: A Sereia - Kiera Cass



Título Original: The Siren
Editora: Seguinte
Número de páginas: 328
Nota: 4.5
Sinopse: Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, precisa usar sua voz para atrair as pessoas para se afogarem no mar. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que ela conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo o que Kahlen sempre sonhou. Apesar de não poderem conversar — pois a voz da sereia é fatal —, logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir, Kahlen será obrigada a abandonar Akinli para sempre. Mas pela primeira vez em muitos anos de obediência, ela está determinada a seguir seu coração.


"Tinha a sensação de que a minha própria alma se desfazia cada vez que precisávamos cantar. Já tinham se passado oitenta longos anos. Havia mais vinte pela frente. E cada dia trazia a impressão que o fim não chegaria nunca."
- p. 55


Que todos estávamos ansiosos para esse livro, não é surpresa para ninguém. O que me surpreendeu particularmente foi a enxurrada de críticas e resenhas negativas sobre ele. Não posso falar por ninguém além de mim, óbvio, mas tive a impressão que o pessoal estava esperando alguma coisa próxima de A Seleção e foi pego de surpresa por uma coisa totalmente diferente. Querem saber? Eu amei esse livro! E não foi pouco, minha gente!
A Sereia vai contar a história de Kahlen e suas irmãs sereias que servem a Água, tratada como uma entidade consciente aqui. De ano em ano, a Água precisa se alimentar, e o trabalho das sereias é justamente trazer comida à Água, virando embarcações com seu canto, e coisas do tipo. Pois é, Ela se alimenta de vidas humanas.
Nossas sereias foram mocinhas salvas de desastres e naufrágios dos quais a Água se alimentou, e servem a Ela por cem anos, depois disso, outras sereias vem e assim o ciclo segue. Kahlen já cumpriu oitenta anos, e depois que Aisling, a mais velha das sereias, cumpre seu tempo, Kahlen meio que assume a liderança das irmãs por ser a mais velha.
Acontece que Kahlen está cada dia mais infeliz.
Ela não quer mais matar, não quer ser responsável pela perda de tantas vidas. Suas irmãs Elizabeth e Miaka também se sentem mal com isso, mas Kahlen sofre de um jeito que te passa a dor dela. Só que por outro lado, ela ama a Água como uma mãe, e é dessa forma mesmo que a Água trata as meninas, como filhas, protegidas e amadas.
As sereias podem levar uma vida normal, desde que não falem, já que é a voz delas que fazem as pessoas se jogarem no mar ou no local com água mais próximo. E é tentando levar essa vida normal que Kahlen conhece Akinli e pela primeira em oitenta anos, amor tem um sentido totalmente novo.


"Era atemporal e temporário, válido e inconsequente. E pude fazer parte disso. Queria viver daquele jeito o tempo todo!"

- p. 81


Acho que a maioria sabe disso, mas A Sereia foi o primeiro livro escrito pela Kiera e publicado de forma independente em 2009, sendo relançado esse ano, agora pela mesma editora que publica A Seleção, tanto nos EUA quanto aqui,
Quem conhece a escrita da Kiera vai notar os traços dela por toda a história, coisas que você sabe que ela escreveria, entretanto, A Sereia é diferente de tudo que eu já li.
É um livro sobre amor? Completamente. Mas não venha esperando casalzinho e coisas impedindo os dois basicamente. Sim, isso está no livro, mas de toda forma, é uma coisa muito maior. A relação de Kahlen com a Água e suas irmãs sereias, repleta de amor, risadas e proteção. A amizade e então o amor entre ela e Akinli, com toda magia de sereias e o primeiro amor de uma jovem de 19 anos que sonha em se casar. Suas crises de consciência, os infinitos "e se..." e a depressão de Kahlen, que deixa o coração apertado. Tudo isso junto de uma mitologia sobre sereias diferente das que já foram contadas. Então sim, é um livro sobre amor, nas suas formas variadas e quão poderoso esse sentimento pode ser. Sobre se encontrar sendo quem você é e o que pode ser.
Talvez tenha sido meu coraçãozinho tirando uma mensagem muito maior do que realmente existe? Quem sabe. Leitura é uma coisa tão pessoal, vocês não acham?
Posso até estar sendo suspeita como fã da Kiera que sou, mas A Sereia me tocou muito, com frases lindíssimas, uma capa de arrasar - tá de parabéns, viu? que edição maravilhosa! - e a ideia de que tudo no mundo gira em torno do amor.
Espero que vocês leiam esse livro com um olhar diferenciado, sem esperar nada dele além de sereias super divertidas, um menino fofo e muito mistério em volta. Sério, vão sem medo, sem ideias ruins e com o coração aberto.
Vocês não vão se arrepender!

sábado, 23 de janeiro de 2016

Resenha: Corte de Espinhos e Rosas - Sarah J. Maas

Corte de Espinhos e Rosas


Título Original: A Court of Thorns and Roses
Editora: Verus
Número de páginas: 434
Nota: 5.0
Sinopse: Em Corte de Espinhos e Rosas, um misto de A Bela e A Fera e Game of Thrones, Sarah J. Maas cria um universo repleto de ação, intrigas e romance.

Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar uma fada zoomórfica transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação.

Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira — que ela só conhecia através de lendas —, a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la... ou Tamlin e seu povo estarão condenados.


"Não se sinta mal nem um segundo por fazer o que a faz feliz."
- Tamlin, cap 19


Feyre e sua família viviam em péssimas condições, sua única fonte de sustento provindo das coisas que Feyre caçava na floresta e vendia na aldeia. Apesar disso, suas duas irmãs mais velhas a tratavam de um jeito nada educado e seu pai mal se importava com a família desde que a mãe das meninas e sua esposa morrera. A vida não era das melhores para a família de Feyre.
Ou para os humanos no geral.
Em uma de suas caçadas na parte mais afastada da floresta, Feyre mata um lobo - um féerico.
E ela pagará por isso.

"E se houvesse, de fato, um coração feérico batendo sob aquele pelo, então, que morresse."
- Feyre, cap 1

Primeira resenha do ano yay e já precisei começar com esse que foi o abre alas do meu ano. E não poderia ter começado melhor.
Corte de Espinhos e Rosas era meu sonho de consumo desde que eu conheci a escrita da Sarah J. Maas com Trono de Vidro. Sou apaixonada por retellings, principalmente os de a Bela e a Fera, que é meu conto de fadas favorito. Sabe quando você espera o livro lançar como se sua vida dependesse disso, e quando finalmente lê é muito mais do que esperava? Foi isso que aconteceu.
Esse livro vai nos levar além da muralha para dentro das Cortes dos Grão Feéricos. Mas antes disso, é preciso contar quem são e porque os humanos os temem.
150 anos atrás, humanos e feéricos - seriam como o povo das fadas, com algumas diferenças - travaram uma batalha épica, onde os humanos perderam feio e acabaram ficando com o resto dos restos das terras e vivendo para sempre com medo do que os feéricos poderiam fazer contra eles.
Nossa protagonista, Feyre, mata não somente um feérico, mas um Grão Feérico, um dos Senhores. Vindo vingar a morte do amigo, Tamlin, um dos mais importantes Grão Feéricos, Senhor da Corte Primaveril, leva Feyre como troca pela morte do amigo.
Mas nada era o que ela esperava ou imagina.
Estar do outro lado da muralha era uma coisa única.


"Fiquei com você por esperança, não para observá-lo hesitar. Para alguém com o coração de pedra, o seu certamente anda molenga."
                                                                                                                                          - Feyre, cap 12

Sarah J. Maas se superou novamente ao criar um universo totalmente novo a partir de um conto tão antigo quanto o tempo EU PRECISAVA USAR ISSO OK. Com inúmeras semelhanças ao original de A Bela e Fera, Corte de Espinhos e Rosas traz um mundo em conflito, seja entre feéricos e humanos quanto entre os próprios povos feéricos. Apesar disso, não é só a questão da aparência que move a história - já que Tamlin é todo lindo chega passo mal. A rivalidade entre os povos e as lendas que os cercam, as questões não resolvidas e toda magia que existe entre isso é o que faz esse livro ser tão único, tão diferente de tudo que eu já li.

Os personagens mais uma vez foram construídos desse jeito que só a Sarah sabe fazer, cativantes e cheios de atitude, com traços de humor e muita vontade de lutar. Além de Tamlin e Feyre, o destaque fica por conta de Lucien - que demorou, mas ganhou meu coração de um jeito único! - e o controverso Rhysand, que muitos amam e muitos odeiam. Quanto aos plot twists, sim, no plural porque eles não param (!!!!), prepare seu fôlego, seu coração e tudo mais.

Minha experiência com esse livro foi fantástica, para não dizer inacreditável; cada vez que eu achava que tinha finalmente entendido um ponto, tudo virava de cabeça para baixo e puff, lá estava eu tentando desvendar de novo. Feyre começou o livro como uma personagem que dizia pouco, Tamlin também me pareceu bem suspeito, mas com o desenrolar de tudo eu só conseguia pensar em como esses dois personagens podiam assumir faces tão diferentes em determinadas situações. Não é a toa que eles são um dos melhores casais da vida *heart eyes emoji*

Esse foi o segundo livro que eu li em 2016 e já posso afirmar que entrou para meu top 10 da vida. Para quem ama ler fantasia, eis aqui uma história completa: magia, batalhas, personagens bem desenvolvidos, mundos novos, romance na medida, vilões para morrer de ódio e cenas descritas com tanta emoção que você mal tem tempo de respirar.

Se você já leu Corte de Espinhos e Rosas e ficou tão aflito/a quanto eu com o final do livro - e que final! - a boa notícia é que A Court of Mist and Fury, segundo livro da trilogia, tem lançamento previsto para maio nos EUA. Esperamos que com o sucesso do primeiro livro aqui, a nossa amada editora Record não demore a lançar o segundo.



 

Capas internacionais dos dois primeiros livros da trilogia.
A Court of Mist and Fury será lançado em 3 de maio nos Estados Unidos.







Espero que vocês tenham gostado da resenha, que leiam esse livro maravilhoso e se apaixonem tanto quanto eu. Até a próxima!!

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Feliz Dia Mundial do Livro!!



"Sempre se deve ter cuidado com livros e com o que está dentro deles, pois as palavras tem o poder de nos transformar."
Anjo Mecânico, p. 79



Eles são amigos silenciosos, preciosos e para a vida inteira
Eles te fizeram viajar para lugares que existem, que não existem, outros planetas ou até mesmo em nossa cidade.
Eles te apresentaram os amores de sua vida, suas melhores amigas, monstros e deuses, pessoas como eu e você, de princesas a animais falantes.
Há quem não goste, quem não veja graça em tê-los, em lê-los; há quem não viva sem e leia do jeito que der e puder (benditos sejam os e-books), mas quem no mundo pode negar o prazer de um lindo "era uma vez"?
Foram eles. Eles que te salvaram do tédio em festas de família chatíssimas.
Eles te fizeram companhia no seu primeiro dia na escola nova, quando você não conhecia ninguém.
Eles que tornaram os dias frios e chuvosos muito mais legais.
Eles que ainda te fazem gastar todo dinheiro que era do lanche.
E levante a mão quem de vocês já quase pulou no carteiro quando aquele livro tão esperado chegou, quando aquele livro maravilhoso finalmente chegou nas lojas e foi lido tão rápido!.
As lágrimas (muitas), as risadas, os quase ataques cardíacos, a raiva - quem nunca quis jogar o livro na parede por causa daquele personagem fazendo burrada - e todos os sentimentos únicos que só eles nos proporcionam. Os amigos que fizemos pelo gosto de leitura, as decepções com aquele final tão nada a ver, a dor de emprestar um livro (e o medo de que ele não volte ou volte acabadinho, ai!), a satisfação de ver sua estante cada dia mais cheia com o bolso vazio e as músicas que te fazem lembrar aquele livro ou personagem.
Não importa se tem muitos ou poucos, digitais ou físicos, velhos ou novos, clássicos ou romances de banca. Livro é livro. Para ser lido. Para ser amado. Para ser cuidado. Para ser cultivado. Para ser livro.
Um feliz dia mundial do livro a todos vocês que amam esses montes de páginas amarradinhas que contam as melhores histórias de nossas vidas. E afinal, não somos todos livros?


Foto: Disney's Facebook

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Resenha: Atrás do Espelho - A.G. Howard



 Atrás do Espelho - A. G. Howard





Título Original: Unhinged
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 400
Gênero: YA, fantasia
Nota: 3.5
Sinopse: Em O Lado mais Sombrio , a releitura dark de Alice no País das Maravilhas , Alyssa Gardner foi coroada Rainha, mas acabou preferindo deixar seus afazeres reais para trás e viver no mundo dos humanos. Durante um ano ela tentou voltar a ser a Alyssa de antes, com seu namorado, Jeb, sua mãe, que voltou para casa, seus amigos, o baile de formatura e a promessa de ter um futuro em Londres.
No entanto, Morfeu, o intraterreno sedutor e manipulador que povoa os sonhos de Alyssa, não permitirá que ela despreze o seu legado. O mesmo vale para o País das Maravilhas, que parece não ter superado o abandono.
Alyssa se vê dividida entre dois mundos: Jeb e sua vida como humana... e a loucura inebriante do mundo de Morfeu. Quando o reino delirante começa a invadir sua vida real , Alyssa precisa encontrar uma forma de manter o equilíbrio entre as duas dimensões ou perder tudo aquilo que mais ama.




 "Mais uma coisa: o País das Maravilhas e eu somos a mesma coisa. Se você ama um, ama o outro. Você é o País das Maravilhas também."
- Capítulo 19, Doce Veneno

quinta-feira, 12 de março de 2015

Resenha: O Lado Mais Sombrio - A. G. Howard

O Lado Mais Sombrio - A. G. Howard



Título Original: Splintered
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 368
Gênero: YA, fantasia
Nota: 4.0
Sinopse: Alyssa Gardner ouve os pensamentos das plantas e animais. Por enquanto ela consegue esconder as alucinações, mas já conhece o seu destino: terminará num sanatório como sua mãe. A insanidade faz parte da família desde que a sua tataravó, Alice Liddell, falava a Lewis Carroll sobre os seus estranhos sonhos, inspirando-o a escrever o clássico Alice no País das Maravilhas.
Mas talvez ela não seja louca. E talvez as histórias de Carroll não sejam tão fantasiosas quanto possam parecer.
Para quebrar a maldição da loucura na família, Alyssa precisa entrar na toca do coelho e consertar alguns erros cometidos no País das Maravilhas, um lugar repleto de seres estranhos com intenções não reveladas. Alyssa leva consigo o seu amigo da vida real o superprotetor Jeb , mas, assim que a jornada começa, ela se vê dividida entre a sensatez deste e a magia perigosa e encantadora de Morfeu, o seu guia no País das Maravilhas.
Ninguém é o que parece no País das Maravilhas. Nem mesmo Alyssa...


"Ás vezes uma chama deve nivelar uma floresta às cinzas antes que algo novo possa crescer."
- Capítulo 20, Sacrifícios


Quem diria que uma história infantil poderia ser tão assustadora? Mas quem diria que uma história infantil é apenas isso?
O Lado Mais Sombrio desconstrói nossa ideia de País das Maravilhas a partir do ponto de vista de Alyssa Victoria Gardner ou simplesmente Al. Alyssa é a última descendente do sexo feminino da linhagem de Alice Liddell, a Alice que Lewis Carroll nos contou. O que poucos sabem é que as meninas carregam a maldição de Alice: o poder de ouvir insetos e plantas, e a possibilidade de se tornar um intraterreno, ou seja, um dos seres que habitam o País das Maravilhas. Até agora a mãe de Alyssa tentou de tudo para protegê-la e afastá-la desse mundo e qualquer contato sobre, mas quando Alison, mãe de Alyssa, corre perigo de - literalmente - se perder em sua própria mente, Al não tem escolha senão seguir a bela mariposa azul que habita seus sonhos.




Nossa protagonista é Alyssa, uma garota que anda de skate, tem gosto duvidoso para combinar roupas e tenta a todo custo ignorar as vozes que só ela ouve - vozes vindas de insetos, flores e plantas. Ela vive com o pai, uma vez que a mãe está internada numa clínica psiquiátrica por sofrer de delírios e alucinações, que na verdade são parte de uma maldição que as mulheres da família Lidell carregam desde que Alice praticamente revirou o País das Maravilhas de ponta cabeça e acabou fazendo com que a Rainha Vermelha caísse do poder. Alyssa, junto com seu melhor amigo/paixão não correspondida/vizinho bonitão Jebediah Holt, ou só Jeb, acabam entrando no País das Maravilhas, guiados por Morfeu, numa tentativa desesperada de salvar Alison antes que seu tempo se esgote.
Morfeu é um dos intraterrenos mais poderosos; ele costumava se aproximar e até mesmo cuidar e brincar com Alyssa quando ela era uma menininha. Com o poder de se transformar em uma belíssima mariposa que se locomove por espelhos, ele convence Al a quebrar a maldição da família e consertar a bagunça que Alice fez no passado.
Ok, a história não é bem assim, meus amigos.
O Lado Mais Sombrio apresenta um País das Maravilhas assustador, com plantas carnívoras, marisco guerreiros, criaturas demoníacas e revela um lado da própria Alyssa que ela não sabia existir, fazendo-a se questionar e questionar tudo aquilo que acreditava;
Teria Alice realmente bagunçado tudo?
Morfeu é amigo ou um inimigo disfarçado?
Afinal: quem é Alyssa Gardner?



"Vermelha e branca,
a florzinha descansando a cabecinha.
Cresça e floresça, seja forte e espertinha,
pois um dia você vai ser rainha."



"Pêssego e cinza,
cresceu a florzinha,
forte ficou e seu caminho encontrou;
duas coisas ainda há que fazer
até finalmente rainha ser."




- Canções de Morfeu para Alyssa



O Lado Mais Sombrio foi minha última leitura das férias e WOW!!!!!!!!!!! Sim, senhoras e senhores: estou completamente obcecada. Uma história muito bem construída apesar de alguns elementos clichês, com um plot surpreendente e personagens mais do que apaixonantes - e assustadores.
Antes de eu falar sobre qualquer coisa, preciso resumir sobre ele. Ele que é meu sonho de consumo, ele que vira mariposa azul mantendo toda elegância e sofisticação, ele que é britboy dos bons: Morfeu. Apaixonada é pouco pra dizer que eu estou por esse homem. Sim, é um personagem ambíguo (com o perdão da piadinha), mas não tem como não se encantar por ele, com suas cartolas de mariposas e tiradas irônicas.
Voltando ao assunto, é magnífico ver como Howard reconta cenas de Alice com um ponto de vista quase que de terror, nos fazendo lembrar passagens da infância e quem sabe até se sentir enganado pela Disney o que não acontece para mim. O triângulo amoroso Jeb-Alyssa-Morfeu apesar de irritar como todos os triângulos fazem, é muito mais engraçado e irônico do que irritante. Jeb é o velho clássico melhor amigo de infância encalhado na friendzone, daquele jeito que já conhecemos. Não podemos culpar Alyssa por ficar dividida entre esses dois maravilhosos - mesmo sabendo que Morfeu é o melhor de longe, me perdoem por isso -, mas não posso deixar de dizer que a razão por ter dado quatro estrelas foi o mimimi e as situações desnecessárias que Alyssa cria tanto com Jeb quanto com Morfeu.
Fora isso, o livro é mais do que maravilhoso. Cenários espetaculares e muito suspense deixam a história gostosa de ler e fazem o leitor pedir por mais. E esse mais vem sim! O Lado Mais Sombrio é o primeiro volume da trilogia Splintered. O segundo livro, Atrás do Espelho já foi lançado no Brasil e o último acabou de sair na gringa, com o título de Ensnared, sem tradução e sem previsão de lançamento aqui até agora. Tem ainda um conto chamado A Mariposa No Espelho, lançado gratuitamente pela Novo Conceito em formato digital; o ebook traz o ponto de vista de Morfeu e Jeb sobre os acontecimentos do primeiro livro, na verdade são cenas que não vimos em O Lado Mais Sombrio, já que os livros são narrados no ponto de vista da Alyssa. Já comecei a ler Atrás do Espelho e assim que tiver superado, trago resenha para vocês, ok?
Eu praticamente imploro a todo mundo que leia essa trilogia porque é simplesmente fantástico esse retelling criado pela Howard, é uma visão singular daquilo apresentado por Lewis Carroll e acredito que os fãs de Alice vão se apaixonar. Então: bem vindos ao verdadeiro País das Maravilhas.


Até a próxima, peps xx