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quarta-feira, 29 de março de 2017

Leitores Digital: ame-os ou deixe-os













Eu nunca fui uma leitora rica, nem sempre pude comprar os lançamentos do mês - ainda não posso comprar todos, mas pelo menos alguns já rolam. Então, o jeito era ler no celular, e se a memória de vocês funciona bem, em 2009/2010, os celulares mal abriam pdf. Me lembro bem de quando faltava pouco para lançar Amanhecer e apareceu sabe lá de onde uma tradução bem ruinzinha, mas o fandom foi ao delírio... ah os bons tempos.
Em 2013, depois de muita insistência e noites insones com o olho irritado lendo pelo netbook - o qual quase foi destruído durante meus surtos lendo a trilogia Hunger Games em 2012 -, finalmente ganhei um tablet. Foi quando descobri o maravilhoso mundo dos epubs. Eu sabia que o Kindle existia, mas nossa, que sonho distante. Então foram alguns anos muito bons junto ao meu finado tablet, que hoje descansa em paz, mas que me permitiu ler bastante coisa, e muito mais rápido.
Não me levem a mal, minha média de leitura por mês sempre fica entre 7 e 8 livros, mas com os livros em mãos, eu quero a experiência completa, com direito a post it pra fazer anotação, marcador combinando com o livro... enfim, isso acaba tomando um pouco mais de tempo. Sem contar que alguns livros são pesados/dão pena de amassar na bolsa e o fato de não poder ler no escuro me deixava bem chateada, apagar a luz para que?
Em 2015, mais precisamente, na Black Friday, meu primeiro leitor digital veio. O LEV da Saraiva foi escolhido, e que revolução! Eu lia no escuro, eu lia no sol, eu lia em inglês!!!! Era tudo muito maravilhoso. E em 2016, após um acidente com o coitado do LEV, migrei pro Kindle e cá me encontro.

  


Em momento nenhum, desde quando eu comecei a ler ebooks, eu me preocupei em "ler menos" livros físicos ou parar de comprá-los. Pelo contrário, eu continuei comprando aqueles que me animavam, escapei de algumas ciladas com livros que não me agradaram e passei vontade com aqueles que eu queria (e ainda quero muito na estante).
Aprendi que comprar livros digitais é um investimento muito válido, são livros sim e os autores dependem disso, mas ainda não consegui largar de vez a dependência de baixar livros internet a fora... quem sabe num futuro breve? não me orgulho disso, mas é aquele ditado.

 

Eu não vou fazer aqui uma lista de por quê você deveria comprar um Kindle, um LEV ou um Kobo. Minha pergunta seria por que não? Por que não juntar aquele dinheirinho, dividir uma coisinha ali e aqui no cartão, por um investimento que, para nós leitores, vale SUPER a pena?
Não sou garota propaganda de nenhuma dessas lojas (alô Amazon, me patrocina!!!), mas só queria deixar nesse vasto mundo da internet minha humilde opinião de como leitores digitais são coisas mais posistivas do que negativas. Desde diminuir a papelada da faculdade, já que os textos andam todos bonitinhos em pdf no Kindle, até ler aquele lançamento aguardadíssimo, já que as lojas liberam o ebook a meia noite - e nós sabemos como demora para chegar um livro em pré-venda - ou, de novo, medo de estragar aquele livro lindo na bolsa.
Quantas vezes você já deixou de ler antes de dormir por ficar com preguiça de acender a luz e perdeu o que seriam algumas horinhas mágicas? Ou deixou de fazer aquela leitura no ônibus voltando da faculdade num engarrafamento interminável só porque o livro pesava demais para levar aquele dia? (com certeza teria dado para adiantar bastante a leitura...).
Durante toda a história das coisas novas na Terra, novidades eram recebidas com caretas e negações antes de serem finalmente aceitas e celebradas. Se você já virou a cara para o leitor digital por preferir o bom e velho livro físico (e eu SEMPRE vou fazer questão de ler no físico quando der!!!), dá uma repensada, não vai te custar nada.


Independente de como ou onde, espero que vocês leiam sempre e tenham uma boa leitura, seja ela qual for!
até o próximo post xx

domingo, 27 de setembro de 2015

Cinco dicas para quem quer começar a ler em inglês



Demorei para postar novamente mas estou de volta, gente! Sou o Pedro, e postei aqui sobre as vantagens de comprar no sebo. Miga (Karen) tinha me pedido para escrever esse texto faz um tempão e eu só tomei vergonha para fazê-lo agora (quem leu o texto anterior sabe que eu dei exatamente a mesma desculpa).
Em 2009, eu tava na casa de minha avó e queria ir ao shopping para ficar de boas na Saraiva (ou era Siciliano na época?). Lembro-me que era um dia de domingo e, vocês sabem como é: a frota de ônibus diminui, a rua fica mais deserta... Os pais/parentes ficam sempre receosos em deixar uma criança de 12 anos sair nessas condições.  
Gosto muito da série House of Night (traduzida como Morada da Noite pela Editora Novo Século) e, sinceramente, acho as capas americanas muito mais bonitas do que as do Brasil. Neste sentido, coloquei na cabeça nesse dia que fui ao shopping que iria reler HoN em inglês. Chegando lá, fui à sessão de pocket books e achei justamente a capa que eu acho a mais linda: a de Traída (Betrayed). Aqui eu dou a primeira dica: comece lendo livros que você já leu
  Você já estará familiarizado com os personagens, com algumas expressões/palavras criadas pelo autor, já conhece um pouco do enredo e o modo como o autor escreve. No final das contas, você vai ficar mais atento em entender (e, quem sabe, associar as cenas do original com o traduzido) e menos preocupado em ficar traduzindo letra por letra

Sobre o ficar “traduzindo letra por letra”: não o façam! A próxima dica é: utilizem um dicionário inglês-inglês. Eu geralmente uso o aplicativo do Dictionary.com, devido ao fato das definições serem bem simples e de ter outras funcionalidades como o Thesaurus (dicionário de sinônimos). Aconselho a quem tá começando a utilizar ele também pelo mesmo motivo.
Se vocês utilizaram o dicionário ao invés do tradutor, a imersão na língua estrangeira ficará muito mais fácil, bem como pensar em inglês. A fala/escrita também fluirá mais rapidamente! Quando lemos em nossa língua, nosso vocabulário expande. Tanto é que quem lê, geralmente escreve bem e não tem dificuldade com palavras. Em língua estrangeira não é diferente! A leitura é massa e proveitosa em qualquer língua, não é?
Ah, gente! Lembrei outra dica para falar para vocês! Eu sei que tem muita gente aqui que lê os consagrados clássicos de Austen, Shakespeare, Hemingway, Fitzgerald, dentre outros, e sonha em beber da fonte, ou seja, ler o original. Se é a sua primeira vez lendo em inglês, não comece com os clássicos literários.
Esses livros possuem duas coisas que frequentemente desmotiva as pessoas em lerem inglês: um vocabulário extremamente peculiar e o inglês arcaico. Algumas construções e componentes textuais caíram em desuso, sem contar as muitas palavras inventadas (Shakespeare é PhD em inventar vocábulos). Observem:

O Romeo, Romeo, wherefore art thou Romeo?
(Romeo and Juliet, W. Shakespeare)

 O clássico clamor de Julieta a Romeu utiliza de formas arcaicas das palavras inglesas where (wherefore), are (art) e thou (you). Para quem não tem muito contato com a língua, uma simples oração como essa pode ser um pesadelo.

Dexterously, good Madonna.
(Twelfth Night, W. Shakespeare)

No famoso diálogo do palhaço e Olivia em Noite de Reis, também de Shakespeare, o autor trouxe para o inglês a palavra dexterous, que significa “alguém habilidoso, especialmente com as mãos”. Tal palavra pode ser um desafio tanto quanto o significado de madonna, que nada mais é que uma menção à Virgem Maria. Complicado, hein?
Quase no final, deixo mais uma dica: a leitura deve ser prazerosa. Meio clichê, mas é algo que deve ser frisado incansavelmente. De início, ler em outra língua pode ser uma atividade cansativa, por isso temos que estar motivados de n maneiras. Pegar um livro muito complicado, como já falamos, ou um material da faculdade para ler logo de cara pode não ser uma boa ideia.
Ao final, o mais complicado: deixe o medo e inseguranças de lado. Você pode ler livros em inglês sim! Querido leitor, motive-se a ler em inglês. É definitivamente muito importante que a vontade e motivação partam de você para que o processo seja o mais natural possível. Espero muito ter ajudado você! <3

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Top 5: Livros Pra Ler Em Um Dia


Olá, pessoas! Tudo bem com vocês? Espero que sim. Hoje trago mais uma dica de leitura pra vocês. Livros fofos e divertidos que dão pra ler em um dia. Ah, como eu amo esse tipo! Você se senta e quando vê... puff! Já terminou de ler. Nada como mergulhar em um livro durante uma tarde, uma noite ou até mesmo uma manhã e se perder por lá até a realidade chamar. Escolhi cinco desses, todos com uma lição de vida que de cara pode parecer bem simples, mas muito valiosas, como indicação para vocês:


O Teorema Katherine, John Green
Editora: Intrínseca
Por que ler em um dia: Como bom livro do John que se preze, Teorema Katherine nos ensina a procurar pelo melhor em nós mesmos, mesmo que seu mundo esteja de ponta cabeça. Colin vai ser seu melhor amigo, sua paixonite e aquele primo distante que você ama, tudo isso em uma pessoa só. Junto com seus amigos, seus pais e ensinamentos fantásticos, você pode aprender muito sobre si mesmo e os outros nessa viagem. *No Skoob*



quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Meta de Leitura



Mil matérias para dar conta e cada mês lançam mais livros que você aguardava ansiosamente, ou aqueles que você quer reler já faz algum tempo. Entre manter as notas altas - gratificação pessoal sempre, meu novo lema - e conseguir ler tudo o que tem vontade existe um caminho bem complicado.
Baseando em minhas experiências pessoais (quem disse que a vida de universitária é igual a Legalmente Loira mentiu!) e algumas coisas que já li e ouvi, trago dicas para ajudar vocês a se organizarem sem deixar de lado o que der vontade de ler.